quarta-feira, 16 de outubro de 2013

É bom falar para o filho (a) com quantos anos ele pode beijar, namorar, transar?

Pode ser bom, mas sem muita rigidez. É muito comum o adolescente, e principalmente o pré adolescente perguntar para o adulto: a partir de que idade eu posso beijar? (namorar, etc). E é muito comum o adulto responder: não tem idade certa para isso. E isso é verdade. Mas também é uma resposta vaga demais para um indivíduo que ainda trabalha muito no concreto. E, se o jovem ainda precisa da autorização de um adulto para isso, é porque ainda é cedo. Mas os pais podem ser mais concretos, e até verdadeiros consigo mesmos e com os filhos. Em geral temos uma expectativa que nosso filho não beije antes de tantos anos, não namore antes de tantos anos, não transe antes de tantos anos. E esses tantos, tão repetidos acima também são de cada um, de cada pai e mãe. Muitas vezes se dá a resposta que não há idade certa, e não se é sincero. Muitos adultos dão essa resposta e quando o adolescente compartilha algo que fez o adulto fica chocado, ou até mesmo bravo, pois achou que foi muito cedo. Sabemos que quando o jovem quer, quando ele se sente preparado para as inaugurações da puberdade (primeiro beijo, primeiro namoro, etc), ele vai lutar por isso, até mentir e esconder, se for preciso. Mas os referenciais ajudam o jovem a pensar, a negociar internamente com eles, ou questionar o adulto que deu o referencial. E esse questionamento ajuda o jovem a amadurecer, e amadurecer o próprio desejo. E o pai dá um referencial que é a sua verdade, mas pode ir prestando atenção no filho, e ir revendo esse referencial conforme ele confia no filho, no seu amadurecimento, no seu crescimento. Pode ser bom para ambos os lados.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Falar claramente sobre sexo pode adiantar a entrada do pré adolescente na vida sexual?

Não, embora essa seja a maior justificativa de muitos adultos para não tocar no assunto com pré adolescentes.

Não é a informação e a discussão do assunto que vão fazer o pré adolescente, por saber o que é transar, e outras questões sobre o sexo, querer partir para a prática. Muitos adultos acham que informar e discutir o assunto pode atiçar a curiosidade do jovem, e tira-lo do ("protegido e ingênuo") universo infantil.

Na verdade a informação orienta o jovem, ajuda-o a lidar com a ansiedade das transformações da puberdade e posteriormente, com a entrada das paixões e das relações amorosas na vida.

A informação orienta, faz pensar, traz esse assunto para o espaço de discussão e pensamento.

O que realmente excita e adianta a entrada na sexualidade adulta é a excessiva exposição da criança e pré adolescente a vivências sexualmente excitantes, como imagens , filmes, novelas, danças, toques. Situações onde a criança sinta uma excitação que ela ainda não tenha aparato físico e psicológico para lidar. E até nesse sentido, a informação só ajuda, pois poder parar para pensar e entender aquilo que é vivido muitas vezes até no cotidiano (novelas, mulheres sensuais semi nuas na tv, na banca de jornal,etc), com o adulto como um mediador, que ajuda a processar a vivência, dar um contorno crítico, afetivo e intelectual para ela, ajuda e muito a criança e o pré adolescente a digerir o vivido.